IPTV é tendência, mas desafia provedores de internet

Perda de pacotes é principal gargalo.

IPTVA realidade do mercado de IPTV, que começa a crescer no Brasil, foi abordada por Carlos Cunha, engenheiro de telecomunicações da Motorola Mobility, durante o Congresso de Provedores de Internet, em São Paulo. O especialista comentou sobre áreas que necessitam da atenção dos provedores que planejam investir na entrega do serviço pelo protocolo IP.

O investimento é milionário e requer atenção de todos os lados – desde infraestrutura, tecnologia, a questões básicas de sistemas de cobrança, atendimento, manutenção e visitas técnicas, e o primeiro conselho de Cunha para os que estão pensando em entrar nesse mercado é: “implementar uma tecnologia que compense”, depois investir em treinamento e profissionais com experiência no mercado de vídeo.

O especialista pontua a perda de pacotes como principal gargalo para as prestadoras de serviços. “Perder pacote é o “demônio” para o IPTV, pois é pior que baixa velocidade. Isso interfere na qualidade do sinal, e consequentemente, na perda do cliente”, e adiciona que a manutenção deve fazer parte da estratégia, pois pode evitar esse tipo de problema. “Desde a manutenção básica, de limpar as antenas”.

Ele explica que o padrão IP permite integrar diversos serviços de vídeo on demand, multiview, gravação de conteúdo, o que pode enriquecer a oferta para assinantes. “No IPTV até a mudança de canal é mais rápida do que na TV digital”, cita como vantagem, e exemplifica a plataforma da Microsoft, o mediaroom, e afirma que a adoção de soluções integradas pode enriquecer a oferta.

De olho na concorrência

A concorrência com grandes provedores também foi citada como um desafio para as pequenas empresas, e afirmou que a exigência de múltiplas telas tem mudado a realidade do mercado brasileiro, com consumidores demandando mais serviços e aplicações. “Os pequenos provedores, para conseguir competir com os grandes, precisam ter preços competitivos e se preocupar com o conteúdo oferecido”.

E afirma que as empresas devem se preocupar com o portfólio de serviços. “A tendência de casa conectada deve estar no plano de negócios, além de permitir ao assinante ter acesso ao conteúdo da residência pelos dispositivos móveis”, e afirma que é importante pesquisar e saber o que os concorrentes e outras operadoras do mercado ofertam.

Fonte: IPNews
Autor: Mayra Feitosa

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